Se você não entende não vê. Se não me vê não entende.

“Enquadrar:  Verbo é ação

A fotografia nunca foi um retrato do momento, pura e simplesmente. O poder de emocionar, indignar e até mesmo de mobilização de uma fotografia passa por algo tão importante quanto percebê-la para além de luz. Encontra-se diretamente no entendimento da forma representada como uma escolha. A história da fotografia está umbilicalmente ligada às leituras visuais da Antropologia, da Sociologia e da Sabedoria Popular, bem como, dos preconceitos e das cegueiras programadas.

Nos anos finais do século XIX, no Equador, riscavam-se os índios das fotografias, como um limpa-manchas, numa afirmação da vitória do hispanismo frente às matrizes “bárbaras”. Nos estúdios fotográficos do interior do recém Brasil República, no início do século XX, pobres e ex-escravos não entravam, escancarando os resquícios do coronelismo e os primórdios da desigualdade social tupiniquim tipicamente não assumida.

Nos períodos ditatoriais, em toda a América Latina, a fotografia foi usada como arma de propaganda política absolutista, de prova judicial para criminalização da subversão e censora do olhar. Vieram os anos de 1990 e junto deles, no Brasil contemporâneo, a banalização da violência fez uso indiscriminado da fotografia para vender manchetes. Contribuindo diretamente para a sociedade, no seu dia-a-dia, perder a capacidade de emocionar-se, indignar-se e reagir.

Wander Rocha traz em Se você não entende, não vê/se não me vê, não entende significados muito além de sua arte e sensibilidade em retratar figuras ímpares nas verdades marcantes do preto e branco. Ele devolve à fotografia algo que a manipulação visual e a “foto arte” nos roubaram: o poder de influenciar no “retrato do momento”. Ressuscita o fluxo intimista e quase confidente entre o fotógrafo e o cidadão. Restitui-nos a possibilidade de raciocinar  sobre o momento da sociedade. Faz isso magistralmente por algo denominado enquadramento. Joga o nosso olhar para a sarjeta da visão periférica, para o submundo da retina, para o calabouço dos lobos occipitais. Demonstra como é possível fazer da fotografia novamente um instrumento artístico de não aceitar o puro e simples retrato do momento.

Seja bem vindo à exposição de Wander Rocha e saiba que a partir do seu primeiro olhar, cabe a você significar, emocionar, indignar e direcionar o seu quadrado.

Portanto,  a partir de agora, se enquadre, rapaz!”

– Gustavo Nolasco  –  Jornalista

Ficha Técnica

 Número de Fotografias:

17 imagens com área impressa de 30×45 cm, com 5 cm de margem montada, em Foam Board de 5 mm de espessura e moldura 3064-01-41, totalizando 40×55 cm de tamanho externo final, sendo que 9 fotos em cor e 8 em preto e branco.

1 imagem com área impressa de 50×75 cm, com 5 cm de margem montada, em Foam Board de 5 mm de espessura e moldura 3064-01-41, totalizando 60×85 cm de tamanho externo final em preto e branco.

Tipo de papel: Hahnemühle Matt Fibre 220

Tipo de Impressão: Impressora Epson 9900 e tintas de pigmentos minerais Ultrachrome HDR.

Fotógrafo:

Wander Rocha

 Curadoria:

Eduardo Trópia Ouro Preto

Apoio Financeiro:

Este projeto foi custeado com recursos próprios e apoios pontuais assim especificados:

Molduras: Giuseppe A. De Maria (Photopainter)

Impressão (parte): Estação Casa Amarela Produções e Serviços EIRELI ME

Folders e Banners: Jorge Vitório (Copa do Brasil de Fotografia)

Apoio Institucional:

Estação Casa Amarela Produções e Serviços EIRELI ME

 Apoio Cultural:

Gustavo Nolasco (Nitro)

Alexandre Rocha e Daniel Portugal (Life Labs Desenvolvimento Pessoal)

Produção:

Estação Casa Amarela Produções e Serviços EIRELI ME

Montagem:

Estação Casa Amarela Produções e Serviços EIRELI ME, Wander Rocha e Ozires Junior

Assessoria de Comunicação:

Estação Casa Amarela Produções e Serviços EIRELI ME / Studio Play Art / Rafael Rodrigues

Designer Gráfico:

Estação Casa Amarela Produções e Serviços EIRELI ME / Studio Play Art

Pós-produção das imagens:

Wander Rocha

Serviço de Impressão e Montagem de quadros:

Photopainter Serviços de Impressão Fineart

 

Exposições

  • Galeria Flamboyant da Estação Casa Amarela -Caçapava – SP

Período: de 22 de setembro à 23 de dezembro de 2017

  • Casa Osvaldo Cruz – São Luiz do Paraitinga/SP

Período: de  14 de Junho a 11 de Agosto de 2018

  • Espaço de Exposições da Cervejaria Bohemia – Petrópolis – RJ                      Período: de 04 de Setembro a 01 de Outubro de 2018

Depois deste período, a exposição voltou para os cuidados do artista.

Perfil do artista

Wander Rocha, natural do Rio de Janeiro, residente na cidade de Niterói, casado, dois filhos é fotógrafo, palestrante, professor e ativista cultural. Com trabalhos publicados em livros, jornais e revistas especializadas, nos últimos anos tem se destacado em diversos concursos fotográficos nacionais e internacionais, tendo seu olhar exposto em galerias e centros culturais espalhados pelo mundo.

Fotografias da Exposição

 

Página do Artista