It Was Amazon

IT Was Amazon –  Era uma vez Amazônia.

Cada um de nós destrói a natureza, o Futuro, na medida da construção de nosso Presente, na nossa fardofelicidade pseudomerecida…

A exposição do artista indígena Jaider Esbell, do Povo Makuxi, apresenta 16 obras inspiradas nos horrores que acontecem nesse exato momento na Pan-Amazônia. Como algo recorrente no cotidiano, ficando tudo sujeito a algo comum, normal, o artista pede que a arte não deixe isso banal.

As obras revelam em preto e branco o impacto que deve causar em nós usos e abusos da natureza, na natureza e na condição humana como parte integral da paisagem do lugar. A exploração da pessoa, o alto impacto na vida selvagem, os contrabandos e desmandos que tornam a maior floresta tropical do mundo um palco nada desejável.

É a primeira vez que o artista indígena apresenta uma coleção tão impactante e necessária. A ocasião não é menos importante; olhar com outros olhares as realidades da qual fazemos parte é uma das propostas do movimento que reforça todos os esforços de incluir na grande pauta demandas urgentes para os povos nativos, seu habitat e o grande mundo como uno ambiente coletivo.

A exposição desenha preto no branco, uma Amazônia para além dos romantismos. Impressões, reflexões sobre a vida e a dinâmica nos usos e abusos individuais e coletivos dos espaços compartilhados são alguns dos produtos possíveis.

Viver na Amazônia tem seus privilégios. Respirar a grande floresta, tocar seus ecossistemas, fazer parte deles são algumas das sensações que It Was Amazon pode proporcionar. Ao levar tão vasta realidade sobre o lugar, o artista engloba, o globo, numa única esfera. Sem escolha, todos somos Amazônia, aqui ou no Japão. Vivendo diretamente neste espaço, ou enviando involuntariamente reflexos para lá, como a poluição, é de toda a humanidade a responsabilidade com a grande floresta.

Amazônia e suas pessoas lindamente agonizam, e, por sorte, ainda há equilíbrio, esperança, tempo e tecnologia. Compete aos homens os sentidos de seus destinos e claramente vemos a construção de uma breve destruição. Não mais nos livros, de novo e sempre no aviso dos velhos xamãs; o céu pode cair. Conheça para amar, para não destruir sem pesar.

Ficha Técnica:

 Número de telas : 16 (dezesseis)

Curadoria:

Elda Varanda Dunley

Produção,  Apoio Financeiro, Instituicional, Cultural

Estação Casa Amarela Produções e Serviços

Assessoria de Comunicação:

Estação Casa Amarela Produções e Serviços  (Studio Play Art)

Obras e criação (papel canson preto com caneta posca branca):

Jaider Esbell 

Fotografia:

Marcelo Camacho

Exposições realizadas:

  • Galeria Flamboyant da Estação Casa Amarela

Período: 03 de março à 15 de dezembro de 2017

  • Faculdade Zumbi dos Palmares – Mostra das Exposições da Galeria Flamboyant da Estação Casa Amarela  – São Paulo /SP

Período: 13 a 18 de maio de 2017

  • Museu Histórico e Pedágogico Dom Pedro I e Dona Leopoldina

Período:  01 de junho à 12 de agosto de 2018

  • Paço das Artes – São Paulo/SP

Período: 10 de novembro de 2018 a 20 janeiro de 2019

  • Espaço de Exposições da Cervejaria Bohemia – Petrópolis – RJ
    Período: de 06 de fevereiro à 11 de março de 2019

Perfil do Artista

Jaider Esbell é indígena do povo Makuxi, escritor e arte-ativista e produtor cultural. Em atividade desde 2010 o nativo de Normandia-RR percorre espaços físicos e políticos com a arte indígena contemporânea e assim, desenha uma nova geografia da arte no mundo. Esbell foi premiado pelo MINC/FUNARTE em 2010 por sua literatura. Deu aula e realizou exposições nos Estados Unidos em 2013. Em 2016 venceu o Prêmio PIPA online pelo conjunto da obra e expõe na Oca Tapera Terreiro na Bienal 2016/SP. Em março de 2017, abriu duas exposições individuais, “O XAMÔ e “IT WAS AMAZON”, na Galeria Flamboyant da Estação Casa Amarela em Caçapava/SP e em outras cidades do Sul do Brasil. Em março de 2018, abriu sua primeira exposição em Manaus/AM. Em julho de 2018, O XAMà entrou em exposição no Espaço da Cervejaria Bohemia em Petrópolis – RJ e “IT WAS AMAZON” no Palacete 10 de Julho em Pindamonhangaba – SP, ambas com produção da Estação Casa Amarela. Também em julho de 2018, Jaider Esbell abriu uma nova exposição “Transmakunaíma – O buraco é mais embaixo” e “IT WAS AMAZON” no Memorial dos Povos Indígenas em Brasília – DF. Lançou o livro “Tardes de agosto, manhãs de setembro e noites de outubro” na UFAC em Rio Branco -Acre em agosto de 2018 como parte da programação da JALLA. Convidado pelo Itaú Cultural SP chegou ao sudeste novamente em 22 de agosto de 2018 para participar do evento “Mekukradjá – Circulo dos Saberes: o movimento da memória”. Em 23 de agosto, esteve junto com a exposição O XAMà no Projeto Mais Cultura na Escola em Caçapava – SP e  na FASC – Faculdade Santa Cecília em “Encontro com o artista e escritor” em Pindamonhangaba – SP. Ambos os eventos realizados pela Estação Casa Amarela Produções e Serviços em parceria com as Secretarias Municipais de Cultura dos municípios.  Em 15 de setembro, participou da Exposição 90 anos de Macunaíma, na Casa das Rosas em São Paulo e , no período de 10 de novembro de 2018 a  20 de janeiro de 2019, a exposição “IT WAS AMAZON ” estará no Paço das Artes em SP. Depois, a exposição foi para o Espaço de Exposições da Cervejaria Bohemia – Petrópolis/RJ no período de 06 de fevereiro à 11 de março de 2019.

Telas da Exposição

 

Página do Artista