Da África ao Brasil

Da África ao Brasil

Não há a menor dúvida que nós, brasileiros, somos fruto de uma grande diversidade de raças, a miscigenação é a nossa característica. Mas foi entre os séculos XVI e XIX, que tivemos as influências mais fortes na formação da nossa etnia, que foi formada pelos portugueses, nossos descobridores oficiais, pelos índios, os verdadeiros donos da terra, e vale lembrar que estudos indicam que na época com uma população indígena de mais de dois milhões de pessoas, que tiveram sua terra, seus costumes e sua cultura invadidos e o pior, forçados a uma mudança de suas características de vida, crenças, etc., que a custo de muita luta ficou preservada, e os negros africanos, que de forma totalmente involuntária migraram para o Brasil, ou seja, foram arrancados de suas casas, de seu país, tirando-lhes o mais sagrado direito, a liberdade, para viver uma das maiores atrocidades da humanidade, serem escravos e passarem a viver em um lugar totalmente desconhecido e sem nenhuma dignidade no tratamento que receberam.

Até os dias de hoje podemos observar e vivenciar os resultados negativos dessa forma de colonização, onde pessoas que se julgaram superiores a outras fizeram marcas difíceis de serem apagadas e que ainda hoje são, em muitas vezes praticadas, como se o tempo não lhes tivesse ensinado nada. É o empobrecimento moral que ainda nos assola. Mas para nossa sorte, e apesar de tantas dificuldades, tanto os povos indígenas como o africano sempre foram alegres e de uma força invejável e graças a isso temos essa característica de nunca desistirmos e mantermos, sempre, um olhar firme e alegre para vida.

E é dentro dessa sensibilidade que a artista Nice Sant nos traz a exposição “Da África ao Brasil”, mostrando através de seus quadros toda a força e atitude que essas duas matrizes, africana e indígena, tem de melhor, ou seja, a expressão no olhar, as crianças e os cuidados para com elas, as vestes tradicionais, os índios em seu habitat natural, enfim, as cores vivas que tanto representam nosso Brasil, ou como bem define a própria Nice Sant: “são pinturas impressionistas com uma luminosidade e um colorido bem brasileiro”. E se ainda são povos marcados por tantas adversidades, tem nessa exposição o reconhecimento por toda importância que tem e representam em nossa formação. Mergulhe nessa experiência única, com pinturas utilizando técnicas como acrílica em tela sobre juta e de óleo sobre tela, mas acima de tudo mostrando toda sensibilidade e paixão da artista.

Então, viaje com a exposição “Da África ao Brasil”, e viva essa história que também é sua.

– Pierre Neto 

Ficha Técnica

Número de Telas:

11 (onze)

Curadoria:

Elda Varanda Dunley

Produção e Apoio Financeiro, Institucional, Cultural

Estação Casa Amarela Produções e Serviços

Assessoria de Comunicação:

Estação Casa Amarela Produções e Serviços (Studio Play Art)

Fotografia das obras:

Estação Casa Amarela Produções e Serviços (Carol Mossin)

 

 Exposições realizadas:

  • Galeria Flamboyant da Estação Casa Amarela

Período:  03 de março à 15 de dezembro de 2017

 

  • Palácio de Cristal – Mostra das Exposições da Galeria Flamboyant da Estação Casa Amarela – Petrópolis/RJ –

Período: 18 de março de 2017

 

  • Faculdade Zumbi dos Palmares – Mostra das Exposições da Galeria Flamboyant da Estação Casa Amarela – São Paulo /SP

Período: 13 a 18 de maio de 2017

 

  • Museu Histórico e Pedagógico Dom Pedro I e Dona Leopoldina-Pindamonhangaba/SP

Período:  09 de janeiro a 28 de fevereiro de 2018

 

  • Casa Oswaldo Cruz – São Luiz do Paraitinga/SP

Período: 22 de março à 22 de maio de 2018

 

  • Galeria Araucária- Santo Antonio do Pinhal/SP

Período:15 de junho a 30 de julho de 2018

 

  • Museu de Antropologia do Vale do Paraíba- Jacareí/SP

Período: 01 de novembro de 2018 a 31 de janeiro de 2019

Perfil da Artista 

Nascida em Petrópolis no Estado do Rio de Janeiro, Nice Sant dedicou-se à pintura após ter trabalhado muitos anos com Direito e Administração Desenho, pintura a óleo, pastel, nanquim, aquarela, carvão, porcelana são técnicas utilizadas por ela. Também faz trabalhos de artesanato. O estilo de suas pinturas localiza-se entre as escolas impressionistas e expressionistas. Suas obras já percorreram Salões e Exposições, acumulando várias premiações em seu currículo onde destacamos:

Salão Feminino de Pintura, promovido pela Sociedade de Belas Artes Antonio Parreiras em Juiz de Fora/MG nos anos de 2000, 2002, 2003 e 2010;
Exposição e tela “Canhões de Guerra” doado ao Museu do Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro durante as comemorações de 100 anos do Caju em 2002;
Exposição “Compartilhando as Artes plásticas” no Rotary Club em Petrópolis/ RJ em 2007; Salão de Artes Plásticas ABD de Petrópolis em 2009, 2010 e 2016, quando recebeu Diploma e Título de “Comendadora” da Associação Brasileira de Desenho e Artes Visuais e grande Colar de Ouro ;Membro da Associação dos Artistas Plásticos de Petrópolis/RJ, participou de exposições na Fazenda Samambaia em 2011, 2012 e 2013, no Centro Cultural Raul Leoni em Petrópolis/RJ em 2011, 2012, 2013 e 2016, no Centro Cultural Estação Nogueira em Petrópolis/RJ em 2012 e 2017; na Galeria Aloísio Magalhães em Petrópolis/RJ em 2012, 2013 e 2016; Espaço de Exposições da Cervejaria Bohemia em 2017; Galeria Flamboyant da Estação Casa Amarela em Caçapava/SP em 2017; Mostra de exposições no Palácio de Cristal em Petrópolis/RJ e Faculdade Zumbi dos Palmares/SP em 2017.

Já em 2018 junto da Estação Casa Amarela, sua exposição “Da África ao Brasil ” esteve no Museu Histórico e Pedagógico Dom Pedro I e Dona Leopoldina em Pindamonhangaba/SP, na Casa Oswaldo Cruz em São Luiz do Paraitinga/SP e também na Galeria Araucária em Santo Antonio do Pinhal/SP e estará no museu de Antropologia do Vale do Paraíba em Jacareí  de novembro de 2018 a janeiro de 2019.

Telas da Exposição:

 

Página da artista